quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ombudsman


Provedor de Justiça corresponde à consagração no nosso ordenamento constitucional da figura escandinava do Ombudsman.Cabe-lhe, através de meios informais, defender os direitos, liberdades, garantias e interesses legítimos do cidadão, assegurando a legalidade e a justiça da actuação dos poderes públicos.
O Provedor de Justiça é, na essência, um elo de ligação entre os cidadãos e o Poder. Não tem poderes de decisão - por isso, não manda, não impõe, não constrange os poderes públicos. Mas, sugere, convence pela força da razão, persuade pela boa fundamentação das posições assumidas em defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos.

Por isso, o seu dever é estar, sempre e esforçadamente, ao lado daqueles cujas queixas e reclamações são suportadas pelo Direito ou estribadas pela Justiça.

O Nosso país conta neste momento com um provedor nacional (Dr. Paulo Tchipilica) e dois provedores províncias (kunene e Huambo) estes dois últimos empossados recentemente no âmbito do programa de expansão nacional dos serviços de provedoria.
Eu neste momento encontro-me ligado aos serviços locais da provedoria provincial de justiça no kunene.
Por essas actividades laborais, como outrora já foi anunciado as publicações aqui no blogue reduzirão substancialmente,o blogue não estará suspenso, pois sempre que ocorrer-me um tema interessante digno de ser publicado,assim o farei.
Enquanto isso,recomendo á todos os leitores fieis do blogue, a re-lerem os artigos já publicados para que consolidem a doutrina sobalística.

Aquele abraço do vosso puto Lenny

sábado, 3 de outubro de 2009

Graduação

Dr. Mardilénio Hifewa & Dr. Anastácio Ventura

Soba L e Flagelo Urbano ( Dr Mardilénio e Dr Osvaldo)


Dr. Anderson,Dr. Mardilénio,Dr. Edson e Dr. Gerson Geovanni



Eu Juro,Diante De Deus e Da Sociedade,Exercer Com Probidade Os Meus Deveres Profissionais,Honrando o Grau Que me é Conferido,de Licenciado em Direito,Condicionado o Meu Trabalho a princípios plenos e aos sadios preceitos da Ética,Moral e Ciência...!!!

Eu Prometo !!!






quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Semana Académica



Dia 2 de Outubro,será o dia da cerimónia de Outorga dos Diplomas. será neste que entregar-nos-ão o tão esperado canudo,pelos 5 anos "violentos" de formação (Universidade Lusíada/Direito)

Durante a proxíma semana,teremos uma Semana académica,com várias palestras e coloquios. E em consequência disso,a publicação dos artigos aqui no blogue,já não terão a mesma frequência regular,até que passe este periódo de turbulências positivas.

Lenny aka Soba L
Jurista
Geração D´ouro no Xangongo


sábado, 19 de setembro de 2009

Desemprego e Analfabetismo



O Desemprego é um fenómeno social com efeitos devastadores em qualquer tipo de sociedade. Com um índice de desemprego elevado o meio social outrora pacífico transforma-se numa verdadeira “sociedade de risco” com uma exaltação social gritante de ânimos elevados, pois em volta do desemprego gravitam outros vários constrangimentos sociais como a criminalidade e pobreza.

A nossa sociedade apresenta as suas peculiaridades e características únicas, com influências no nosso mercado de emprego. Durante muito tempo vivemos com problemas como o analfabetismo e o comércio informal, que com o andar dos tempos criaram raízes profundas, dando uma tonalidade “sui generis” ao nosso mercado de emprego.

No 1º mundo,No Ocidente, são considerados desempregados todos aqueles profissionais que fazem parte da “População Activa” que exerçam uma actividade laboral.

Pofissão, é o critério utilizado por eles para separar a “População Activa” daqueles que ainda estão em formação e os reformados, fazendo estes,parte da “População Não Activa” A “População Activa” é constituída, por pessoas que executam ou não um determinado trabalho, têm uma profissão e recebem um salário. Qualquer pessoa que tenha uma profissão remunerada,mesmo que esteja desempregada faz parte da população activa.

Os jovens que ainda estão a preparar-se para terem mais tarde uma profissão, fazem parte da “População Não Activa” e não entram nas estatísticas dos desempregados, assim como aqueles que por atingirem um limite de idade ou por motivos de saúde não trabalhem.


Em Angola todo o mundo considera-se desempregado, pelo menos é isso que nos dá a entender quando ouvimos e observamos os discursos e reclamações dos jovens e não só.
Parece que o nosso critério para se fazer uma dissemelhança entre “População Activa” e “Não Activa” consiste apenas na Idade e não na profissão ou qualificação.

Em Angola todo jovem maior de idade com ou sem profissão considera-se desempregado,vivemos uma verdadeira confusão e equívocos de conceitos que levam o nosso mercado de emprego á uma mediocridade gritante.

Quando nas rádios e Tv´s, se entrevistam os jovens que por várias circunstâncias transformaram-se em alcoólatras ou criminosos, a resposta é sempre a mesma e uníssona “estou nessa vida porque não há empregos” “Estou nessa vida do crime e do álcool porque estou desempregado”

Desempregado ?

Qual é a sua profissão ?

Quais são as tuas habilitações ?

São perguntas que faço sempre aos meus “butões” sempre que vejo essas reportagens….!

Seria mais sensato os jovens dizerem, “estou nessa vida porque não tive acesso á instrução e consequente acesso a uma qualificação ou profissão para poder ter um emprego”

Sinto que com a legitimação dessas pretensas desculpas, estamos a edificar uma cultura de falta de rigor e mediocridade no nosso mercado de emprego.

Os jovens devem sempre ter como primeiro objectivo, uma formação e instrução e só depois o acesso a um emprego digno e justo, representando uma mão de obra qualificada.

Quando por razões financeiras e sociais os jovens não têm possibilidades de ter acesso á uma formação, podem optar por arranjar empregos informais, para prover a sua subsistência, mais continua a fazer parte da “população Não activa” ,e não constará da lista dos desempregados porque não tem uma “PROFISSÃO”

Essa promoção do materialismo fácil e das gratificações instantâneas criaram essa falta de rigor,disciplina e exigência por parte dos nossos jovens. Todos querem ter um acesso fácil aos salários exorbitantes,carros soberbos e casas megalómanas. Mais o processo é muito mais complicado do que isso.

Nas mesmas entrevistas, ouve-se jovens a dizer “Estou farto disso” Quero casa própia” “Ando cansado das rendas” e muitas outras coisas do género.

Mais quais são as suas habilidades e qualificações para mereceres uma casa ?

Por estares sentado em cima de um muro com latas de cerveja, por estares num palco com um microfone e compores 2 rimas, por teres mais de 20 anos e barbas rijas, achas que isso são os pressupostos para se receber por parte do governo uma “Residência” ?
Só por isso mereces uma “Casa”, por seres jovem ?

Es jovem, e a sua pretensão ate pode ser legítima,embora infundada, Mais eu pergunto desde quando é que “Casa”” foi considerado um “direito adquirido”, por ser-se jovem ?

Uma “Residência” em qualquer parte do mundo, Consegue-se com anos á fio de muita Formação académica,Dedicação Profissional,Trabalho árduo,Disciplina Financeira e acima de tudo Poupanças e Sacrifícios….!!!

Repito:

Uma “Casa Própia” em qualquer parte do mundo,consegue-se com anos á fio de muita Formação,Dedicação Profissional,Trabalho árduo,Disciplina Financeira e acima de tudo Poupanças e Sacrifícios….!!!

Faça a sua formação profissional, trabalhe muito e conseguirás de forma normal acabar por obter a sua residência.

Formação – Profissão – Emprego – Salário – Tempo – Poupança - Residência

Os jovens que proclamam aos 7 ventos,essa vontade imensa de querer Casas,na sua maioria absoluta, não querem estudar,os jovens querem o lucro fácil, os jovens proclamam a excelência e recusam sempre a exigência.

Como podes dizer-me seres um desfavorecido financeiramente e não teres possibilidade de pagar os uma formação média ou superior,Quando gastas mensalmente Centenas de “kwanzas” em latas de Cervejas,Garrafas de vinho e Dezenas de Convites em Festas e Maratonas ?

Tú não es desempregado, apenas um analfabeto funcional,tu não es desempregado, apenas um jovem preso no vírus do comodismo mental, tu não es desempregado tú es um jovem sem qualificações nem habilitações,o protótipo de uma legião de mão de obra barata e desqualificada.

Qualifica-te!

Habilite-se!

Profissionaliza-se!

Para depois de uma forma,justa,sistemática e fundamentada reclamar por uma colocação num posto de trabalho digno e justo!

Antes de te atirares contra o governo e gritares: “Quero Uma Casa” ou “Quero Dinheiro” Deves sempre responder antes, quais são os seus skillz ? sabes fazer o que para merecer uma casa e dinheiro.


“Somos uma geração sem propósitos nem lugares,não vivemos uma 2ª guerra mundial,nem a grande depressão,nossa guerra é espiritual, a nossa depressão são as nossas vidas,fomos criados pelas Tvs que nos fizeram acreditar que á esta altura seríamos todos estrelas e milionários,fomos enganados pela Tv”
(Brad Pitt, In “Fight Clube” By David Fincher)

“nós não vivemos o periódo colonial,muito menos a Guerra civil,nossa colonização são nossas vidas e nossa guerra civil é espiritual,crescemos educados pelos Carroseis e Copas Do Mundo que nos fizeram acreditar que a esta altura seríamos todos estrelas e milionários” Soba L


Lenny aka Soba L
Jurista
Geração D´ouro Do Xangongo



sexta-feira, 11 de setembro de 2009

L & Mayanda a Dupla Que Nos Bonda




A intervenção social multi-sectorial, é sem sombras de dúvidas, uma das missões mais nobres dos “Rappers”. As obras discográficas nascidas no contexto desta cultura hermética “Hip Hop” retratam sempre o meio social onde o artista que as produziu se encontra inserido, logo os “Mcs” são agentes transformadores do meio social.

A personalidade, genialidade, Instrução e visão condicionam e influem na obra de um artista, esses factores influem no seu trabalho, ou seja, quando estamos perante uma obra artística, é como estivesse-mos em contacto directo com o artista que á produziu.

Os “Mcs” trazem discursos nas suas músicas, onde de uma forma estruturada e fundamentada, procuram sempre analisar, refletir e projectar os dramas do nosso quotidiano com o objectivo de abrir os corações, e provocar as mudanças necessárias.

Angola é um País com um número de “Rappers” bastante elevado, deparamo-nos diariamente, ano após ano com vários “Rappers”, alguns novos, outros nem por isso, cada um com o seu discurso, sobre as nossas virtudes, vícios, ambições, frustrações, sonhos
Paixões e medos.

Entretanto, nem todos possuem as mesmas habilidades e capacidades, nem todos possuem o mesmo olhar clínico sobre os nossos dramas sociais. Existem centenas que continuam a olhar para a nossa sociedade, de forma vertical e nunca horizontal, outros insistem em ver a floresta mais ignorando as árvores, e outros ainda decidiram fazer psique-análise, falando de coisas desconhecidas ou sobre as quais não têm um conhecimento de causa.

O quadro, até agora analisado, altera-se substancialmente quando entram em acção

Keita Mayanda e Leonardo Wawuti. Estes 2 “Rappers” são por mim, o expoente máximo de uma reportagem excepcional sobre os nossos dramas sociais. L e Mayanda são do meu ponto de vista, os mais proeminentes repórteres musicais, em relação aos aspectos circundantes das nossas virtudes, vícios, ambições, frustrações, sonhos, paixões e medos.

L e Mayanda, brindam-nos nos seus discursos, com uma análise psicológica e sociológica acima da média, sobre o nosso panorama sócio-cultural. Uma análise que leva-nos a compreender a construção ideológica e espiritual da nossa sociedade. São análises feitas com elevação, acuidade e acima de tudo conhecimento de causa.

Esta dupla procura nos seus discursos e reportagens, fazer-nos entender os efeitos nocivos deste excesso de materialismo, nos nossos valores culturais e relações sociais, mas de uma forma terapêutica, onde procuram sempre resgatar a nossa espiritualidade , como forma de manter a essência e integridade.

São vários os “Rappers” angolanos que de forma cuidada e sistemática ,fazem excelentes reportagens, contudo, limitam-se apenas a analisar os efeitos dos problemas, esquecendo as causas por detrás desses efeitos, e para analisar-se as causas, é necessário um análise profunda sobre o “Homem” , como agente causador dos efeitos, estudar a sua alma e não apenas o físico e o material.

L e Mayanda, são "gurus" no que toca á análise psico-sociológica do nosso meio social. Representam um estágio elevado da cultura “Hip Hop” , Um estágio caracterizado pelo facto do “Mc” apresentar-se com um verdadeiro artista, como um “Homem” que produz verdadeiras obras de arte. Obras discográficas com uma musicalidade extraordinária e complementadas com uma composição lírica bastante rigorosa didácticos.

L e Mayanda, estão á anos luz, do tipo de “Rap comum” das “correntes”, “bonés”, “punch lines” ,” muros” e “assobios”. Esta dupla brinda-nos nas suas obras, um “Rap científico”, adulto e maduro, traz-nos verdadeiras narrativas, poemas épicos memoráveis e intemporais.

O nosso movimento “Hip Hop” visto do ponto de vista futebolístico, apresenta-se com muitos “Messis”,” Kaka”s e “Ronaldos” , “Torres” e “Drogbas , todos eles excelentes jogadores sem sombras de dúvida. Que são conhecidos não só pelo talento, mais também pela vida algo excêntrica e aparatosa.

L e Mayanda, Lrepresentam o outro estágio do futebol, dos super jogadores talentosos e no anonimato, pois não são reconhecidos, por não caírem facilmente nas graças dos mais destraidos, tais como, “Andreas Pirlo” e “Iniesta”.

L e Mayanda, são 2 figuras incontornáveis do nosso movimento “Hip Hop” que apesar de serem muitas vezes negligenciados pelos amantes desta cultura, representam para mim, o estágio mais avançado do “Rap Nacional”. O estágio onde o “Mc” é um Artista e faz música como uma verdadeira Obra de Arte.

Por isso agradeço desde já, á esta dupla pelos excelentes momentos musicais que nos têm proporcionado nas suas obras discográficas, e desejar-lhes bastante sorte e muitos sucesso nesta mercado complexo e “sui generis”


Ilustrarei o Nosso Movimento “Hip Hop”, em forma de uma pequena equipe de futebol, onde farei uma analogia entre o “Mc” e um “Jogador” á nível do Talento, e Tempo De Rap.

Futebol Club Poético - FCP

1- Cfk - Theo Walcott

2- Kool Klever - Alessandro Del Piero

3- Leonardo Wawuti – Xavi

4- Keita Mayanda – Iniesta

5- Mck – Luís Figo

6- Jd - Lebo Lebo

7- Phater Mack - Trezeguet

8- Bob Da Rage Sense - Ronaldo Fenómeno

9- Cage One - Job

10- Big Nelo - Akwa

São muitos e muitos Mcs, no nosso Mercado, depois, num Segundo texto, tentarei de forma mais exaustiva e conclusiva falar desta analogia, entre o rap e o futebol.


Lenny aka Soba L
Jurista
Geração D´ouro Do Xangongo

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Nossa Aldeia Global



Nós vivemos num mundo cada vez mais globalizado ,edificado sobre os alicerces da especulação desenfreada,manipulações constantes,segredos intrasponíveis e guerras sem fim,um mundo sustentado pelas gratificações instantâneas,promoções do materialismo fácil,um mundo onde todos proclamam incessantemente a excelência e recusam a exigência.

Esses todos pressupostos negativos ,vão provocando de forma irreversível, impactos catastróficos,em nós membros dessas sociedades globais. Somos todos confrontados diariamente com imensos conflitos de informações e manipulações institucionais, que nos transformam, em verdadeiros “Idiotas Felizes”

Já não sabemos a diferença entre o verdadeiro e falso,os medias e as corporações confundem a nossa mente,a única certeza que temos e anda bem presente no nosso sub-consciente é o facto de existir uma “ordem mundial” invisível,que dita os nossos destinos a séculos.

Quem estará por detrás dessa “Ordem Mundial” ? A Biderberg ? Fed ? Fmi ?

Livros manipulados,medicamentos adulterados,vírus inventados,biografias encomendadas,terrorismo financeiro. Hoje o mundo vive entre os prós e contras,já não existe mais uma “verdade absoluta” sobre os factos muito menos um critério objectivo que nos dirija,neste cavalgada incansável á busca da nossa identidade,passado,presente e futuro nesta sociedade global.

Nazismo,Comunismo,Aquecimento global,Capitalismo,Liberalismo, e muitas outras realidades sociais,são todas questões complexas e obscuras,onde nem a doutrina mundial, consegue chegar a um consenso sobre os verdadeiros objectivos e significados desses rótulos que governam e dividem o mundo á séculos.

Quem os criou ? Para que fim ? Para onde ? Para quando ? Até quando ?
Apenas uma minoria privilegiada tem acesso a essas respostas.

Crises financeiras,colapsos
económicos,falências,inflações,deflações,moedas,bancos,títulos de crédito, ninguém, pelos menos nós “cidadãos comuns”,sabe explicar com clareza, quem provoca essas crises,Com que objectivos e intenções,porque que lhes interessa estarmos endividados.

Cabe-nos a nós ficar apenas com as histórias cor-de-rosas e politicamente correctas dos jornais e agências internacionais,fundados e dirigidos pelos mesmos que provocam e resolvem as crises e colapsos.

A única certeza ,é que aconteça o que acontecer,o fardo pesado sobrará sempre para a inevitável “África” e seus habitantes “nós” o sacrificado,adorável,fértil e eterno campo de batalha entre os senhores do universo.

Russos,Chineses,Americanos,Ingleses,Franceses,Brasileiros e Árabes,somos um continente com muitos “Amores” e nem todos eles gostam de nós da mesma forma ,uns são mais ninfomaniácos,outros mais carinhosos,alguns obssesivos,outros ainda mais atenciosos e carinhosos,e os inevitáveis adúlteros e possessivos. Somos um continente de muitos “Amores”

Guerras incessantes,Mediocridade,Conflitos,Pobreza,Doenças,Bajulação,Corrupção, são apenas alguns dos nomes dos filhos que “África” teve, com essas relações amorosas seculares, com esses senhores do universo.

Já nem sei mais o que é a Globalização. Talvez Globalização seja, O facto de um vírus como o da Gripe A, que começa no Ocidente e depois quem tem de se preocupar, sou eu, que vivo no Xangongo (Kunene) á milhões de quilómetros do Ocidente,Porque eles já têm a vacina do vírus e eu apenas a terei depois de 1 ano.

Talvez globalização, significa uma crise financeira,que começa na “5ª avenida em Nova York” e depois quem fica com os salários em atraso devido a crise,são os professores e enfermeiros do Xangongo (Kunene), enquanto que em Nova York, depois de 1 mês de crise,eles injectam “trilhões de dólares” nos seus mercados, os clubes desportivos gastam milhões em contratações de jogadores na Nfl e Nba,mais os professores e enfermeiros,da longínqua terra continuarão a olhar para estrelas, suportando o atraso dos ordenados,de uma crise proveniente de uma Wall Street Desconhecida.

Só queria que a globalização tivesse um efeito recíproco,ou seja assim com os professores do xangongo sentem os efeitos da crise financeira,os banqueiros da reserva federal americana,também teriam que sentir a falta de energia elétrica e água canalizada que fazem o dia á dia desses professores e enfermeiros.

Talvez Globalização signifique, a eleição de de um presidente negro nos Estados Unidos, e provoque lágrimas com o seu Discurso,em telespectadores no Ondjiva (kunene) que acreditavam, que Barack Obama, resolveria os problemas das cheias e chuvas intensas.


Sobre o Barack Obama

Tenho que admitir por uma questão de honestidade intelectual,que também me deixei levar pelo folclore e pirotecnia, que estiveram por detrás desta moda que nasceu em “madison square” chamada Barack Obama.

Por instantes,por dias,por meses,acreditava mesmo que Obama, quebraria o “status quo” e faria “Real politik” , mais essas minhas pretensões, foram todas contrariadas. Começando logo nos nomes e historial, de todos aqueles que completam a sua equipa, composta essencialmente por banqueiros e lobistas, que outrora nos seus discursos eram os inimigos a combater. Os discursos e slogans decorados que mudavam a cada semana sobre o Iraque,Afeganistão,África,Médio Oriente e Guantãnamo.

Barack Obama para mim foi uma “bela piada” mais uma vez o espectáculo dos medias tinha vencido as minhas convicções e deixaram-me cair no inevitável culto da imagem “Yes we can” Barack Obama no fundamental é o mais do mesmo, Claro sem tirar mérito a sua inteligência nata e audácia política. Foi por pouco, que pensei que ele quebraria as regras dos “Senhores Banqueiros” da FED e instalasse um novo rumo.

Mais vale tarde do que nunca, Por isso retiro-me dessa ”Obamania” que apesar de estar no princípio da sua governação, sinto que já ví o filme todo, e como diz o poeta “não é necessário que acabemos toda á a água do mar para descobrir qual é o sabor da água”

Como diz o Rapper,Professor e Filósofo Norte – Americano “Krs One”

“A américa estava a beira de uma revolução social,devido aos 8 anos infernais de governo de George W. Bush,e o sistema decidiu usar uma “Máscara Negra” para acalmar os ânimos exaltados e colocar um sorriso nos rostos tristes”

Alterar esta ordem social mundial é uma missão impossível,o que nos resta é trabalhar sempre para torna-la cada vez mais equilibrada e sensata, devemos sempre tirar ilações profundas dos erros do passado, para desta forma estar-mos preparados para enfrentar os problemas desta nossa Aldeia Global De Obamas e Waynes.

“Um Mundo Novo é Inevitável”


Lenny aka Soba L
Jurista
Geração D´ouro Do Xangongo

















Moralistas Da Pacotilha




Os partidos políticos como organizações políticas,compõe-se de uma super-estrutura constituída por vários órgãos e instrumentos normativos, tendentes a regular o funcionamento,composição e actuação dos seus respectivos membros.

E sempre ao analisar-mos as questões relacionadas ao “modus operandi” dos políticos filiados á organizações partidárias, vêm-nos a memória, conceitos inevitaveis como a independência,dependência e coerência dos políticos.

Os políticos estando vinculados á uma organização partidária, actuam normalmente sobre os “Eagle eyes” de uma “disciplina partidária” rigorosa,que serve como instrumento de uniformização dos discursos e actuações dos membros dos partidos, evitando desta forma as eventuais acções dissonantes com os interesses dos partidos.

Porém, nem sempre os interesses e objectivos das direcções partidárias,vão de acordo com o pensamento e pretensões da maioria dos seus membros ,e no entanto,com base na “disciplina partidária”, os membros com os discursos dissonantes, são sempre “obrigados” a abdicar e esquecer os seus pensamentos e pretensões políticas,aderindo assim á uma linha de pensamento única e institucional, que vá de acordo com os interesses e objectivos do referido partido político, independentemente, do partido estar certo ou errado.

Este facto, leva á que muita das vezes os discursos e actuações dos políticos,se transformem numa verdadeira “apologia da mentira e incoerência”, pois por imposição de um “regulamento interno” os discursos dos membros dos partidos políticos, são induzidos a uma padronização,dando-lhes uma tonalidade politicamente correcta,sob pena de sanções e repressões internas,obrigando desta forma várias políticos a terem que passar por cima dos seus princípios morais e éticos por imposições e directivas.


Contudo são vários os políticos que apesar de uma filiação partidária,conseguem manter a sua “liberdade de expressão”, Políticos que não são escravos das instituições,mais sim de “causas e ideias” Políticos que cumprem o que pregam,e que não infringem o que exigem.

Um dos últimos casos, flagrantes de políticos, que sobrepõem-se a essa uniformização e padronização partidária,é o político Português,o socialista “Manuel Alegre” ,um histórico no PS,que sempre se mostrou coerente e independente,estando com o partido apenas nas decisões que considerava sensatas e correctas, e afastando-se daquelas que achava erradas e prejudicias.,contrariando muita vezes o discurso do seu líder partidário,votando contra orçamentos e outros vários diplomas dos quais não concordava.

Manuel Alegre, é apenas um exemplo, de outros inúmeros políticos que fazem dos partidos políticos instrumentos de consolidação e desenvolvimento de ideias e não instrumentos de uniformização e sincronização de pensamentos.


Entretanto,na semana passada, quando via o “Telejornal da Rtp” ,deparei-me com uma reportagem sobre uma entrevista do político português,o Social Democrata “ Francisco Moita Flores” Autarca de Santarém,ao Jornal “Diário De Notícias”, Entrevista essa, que ilustrava de forma extraordinária, este artigo sobre a temática da relação entre os políticos e os seus respectivos partidos,por isso decidi colocar em anexo a entrevista de “Moita Flores” Uma entrevista que representa para mim, um verdadeiro ensaio sobre a lucidez e ao mesmo um tempo um autêntico manifesto contra-bajulação política.



Anexo: Entrevista De Francisco Moita Flores Ao Diário De Notícias.



Uma entrevista que dei a um semanário nacional produziu uma pequena tempestade num copo de água onde o folclore gira em torno do acessório e procura fugir deliberadamente ao essencial.
O grande dilema dos medíocres é se voto ou não voto em Sócrates, coisa sem sentido e sem significado, que só os profissionais da ligeireza, mesmo que se arroguem em intelectuais, podem ter como assunto de conversa.

O problema não será em que eu voto. Aquilo que se percebe nesta reacção empedernida, fortemente serventuária e servil, é que isso é relevante. Aliás, confesso que não sei como vou votar.

A verdade é que este é o pretexto para, mais uma vez, se fugir a um debate que anda sempre entranhado nas intenções de todos os partidos e que é sempre afastado da mesma forma: ou seja, como é possível dar transparência à nossa vida política e pública e não ser amaldiçoado pela suspeição apenas por ser candidato seja aquilo que for.


Devo dizer, que a maioria dos apressados professores da social-democracia que, indignados, vieram falar de traições, surpresa, desilusão, oportunismo e outros disparates inqualificáveis, ignoram o peso e a força da memória. Alguns deles nunca fizeram, em nome do PSD, mais nada a não ser garantir lugares, tachos e promoções pessoais.

Embora com vida política muito curta, entreguei ao PSD uma das mais históricas Câmaras socialistas, numa vitória que muitos dos actuais 'moralistas de pacotilha' perseguiram durante trinta anos e nunca conseguiram. E agora, o PSD, quatro anos depois, pode mostrar uma Santarém alegre e brilhante, que vibra, que se modernizou e da qual o partido que me apoiou, e de cujo apoio me sinto honrado, pode mostrar sem vergonha como exemplo de uma gestão dinâmica, competitiva e séria.


A segunda questão é do foro pessoal. Muitos daqueles cuja pretensa independência não passou da dependência conveniente para se servir do PSD, como outros se servem de outros partidos, jamais aceitaram que ser independente é ter uma voz livre. Será independente se for fiel ao dono, ao chefe de ocasião, á vontade soberana de um líder.

Não sou assim. Escrevo há anos defendendo aquilo em que acredito, criticando aquilo em que não acredito. Seja qual for o partido. E julgo, ainda hoje estou convencido, que foi essa atitude de livre pensador que levou o PSD a convidar-me para tentar ganhar a autarquia de Santarém. Ganhámos. E tornaram a convidar-me para voltar a reconquistar para o PSD esta grande cidade, que juntos, militantes do PSD e muitos independentes transformaram quase por milagre numa cidade e num concelho próspero, ainda mais belo e mais atractivo. Aceitei. E é sabido que aceitei honrado este novo desafio.


Enfrentá-lo-ei em nome do PSD e com energia suficiente para depois deixar o cargo, quando chegar a hora, com a tranquilidade de quem cumpriu o seu dever. Primeiro com Santarém. Depois com o partido que me apoia.

A terceira questão é o nervosismo histérico que se apossou dos serventuários sem outra utilidade que não seja a intriga e o lamber de botas a qualquer dono, desde que estejam servidos, por afirmar que temos boas relações com o Governo. Os puristas de ocasião queriam uma batalha sem tréguas contra o inimigo da fé. Uma espécie de cruzada redentora.

A verdade é que esses trolhas da política nunca perceberam que o compromisso de um autarca é com os seus munícipes. Por Santarém é minha obrigação moral, ética e política procurar as melhores relações que sirvam os munícipes deste concelho.


É minha obrigação servi-los. É a única obrigação partidária que tenho: servi-los e servi-los bem. Sem condições. Sem preconceitos. Servir até ao tutano dos ossos. Mas isto é coisa que o pretensos moralistas encartados nunca perceberão. É assim a crença de um homem livre e independente.

Primeiro Santarém. É o compromisso que assumi com o PSD e levarei até às ultimas consequências, pesem os dardos envenenados e os insultos de ocasião. E o segundo compromisso é para discutir com seriedade. Ou seja, saber se queremos uma prática política clara, transparente, sem suspeições, ou se queremos continuar a nadar neste pântano de denúncias, de processos mal resolvidos, de anátemas contra a honra de qualquer um. Mas sobre isto não falam os pregadores da pureza.

Fogem. A cobardia sempre se escondeu por detrás da retórica. De facto é muito grande este partido que consegue albergar o que de melhor existe na sociedade portuguesa e, ainda, parte dos oportunistas que se repartem pelos restantes partidos.Calo-me. Não falarei mais para este caixote do lixo. Santarém é grande demais para perder mais tempo com esta tempestade de mesquinhez.»Francisco Moita Flores, Diário de Notícias online, 20-8-2009




Lenny aka Soba L
Jurista
Geração D´ouro Do Xangongo